O Agouro vem sendo documentado em diversas culturas desde os tempos mais remotos.
Este animal mamífero, por uma sucessão de trágicas coincidências, popularmente é associado a um mau-agouro. Daí o nome.
Os estudiosos afirmaram que o fato de alguma espécime sempre aparecer antes de tragédias é por causa da grande capacidade do animal de “sentir” o ambiente. O Agouro é altamente sensível as mudanças climáticas, por isso muitas pessoas costumam esperar grandes tragédias (maremotos, terremotos, furacões) ou até mesmo a morte de um conhecido ao avistar um.
Pouco se sabe este fascinante animal, até porque apenas 7 exemplares apresentando perfeitas condições foram estudados. Sua anatomia é completamente conhecida, porém seus hábitos a convivência social permanecem um mistério.
Baseados nos estudos dos exemplares estudados e nas condições em que foram capturados, cientistas fizeram um esboço sobre o seu comportamento:
- possuí hábitos noturnos: caça e passeia durante a noite
- durante o dia, provavelmente, ao amanhecer se alimenta de suas caças
- as vezes em que o agouro deixa sua toca durante o dia, são nos momentos em que ocorrem mudanças na temperatura, bruscas alterações na velocidade do vento e rápida mudança na umidade relativa do ar
- se alimentam de pequenos roedores, raposas, patos, ganso, marrecos e porcos. Ataques a cavalos e bois já foram atribuídos a agouros, porém não puderam ser comprovados
- sua habilidade de caça é impressionante. Fato comprovado pelo tamanho e amolação de suas garras e pela grande força muscular das quatro patas, denotando rapidez e agilidade
- dos 7 exemplares estudados, quatro estavam em idade adulta. Baseando-se neles e nos relatos populares, convenhou-se que um espécime adulo tenha uma média de um metro e vinte e 7 centímetros de comprimento e setenta e oito centímetros de altura
- a cauda, especula-se, não deve passar de quarenta e três centímetros
Antes das tragédias naturais, eles costumam se aproximar das cidades para logo depois sumirem sem deixar rastros.
O agouro é um animal ameaçado de extinção. Era comum a perseguição e assassinato após a aparição. “Para evitar o pior”, diziam os homens. Calcula-se que existam cerca de seiscentos exemplares no total, concentrados na Amazônia Brasileira, no México e no sul dos Estados Unidos, mais no leste do que no oeste. Por lei, em cinco países, é terminantemente proibida a captura ou o abate.
A maior incidência de aparições se concentra na cidades de Manaus e adjacentes, com cerca dezoito por cento do total de relatos comprovados. Porém a maior freqüência de aparições não-comprovadas pertence aos Estados Unidos.