Os Últimos Registros de MacMenus

24 06 2008

21 de Julho

Já haviam se passado quantos dias afinal? Talvez fosse pela minha decepção e impaciência, mas ao meu ver já era tempo suficiente para que aqueles lírios florescessem.
Minha esposa deve sentir-se menos solitária ao vislumbrar aquele amarelo contagiante! Espero também que meu pequeno William não sinta tanto minha falta. Parace que ainda tenho muito chão para cobrir. E pelo que me dizia o doutor Marcoh, esse nem é o mais fundo que chega o oceano.
Talvez eu deva procurar por alguma fenda que me leva bem mais embaixo.

22 de Julho

Estou passando por uma das experiências mais fascinantes e mais tenebrosa de minhas viagens até hoje! Algumas horas após ter escrito, me deparei com uma estranha movimentação. Forçei meu velho amigo a se aproximar. A areia já havia se misturado em muito com a água. Estava pensando o que poderia ter causado tal coisa! Apenas algo grande mexendo-se poderia levantar tanto. Para minha surpresa vi algo incrivelmente grande e de uma cor azul um pouco brilhosa. Se não fosse um cientista poderia achar que aquilo facilmente ultrapassa a barreira dos 300 metros de comprimento. Em silêncio e um pouco temeroso, desliguei as luzes e me deixei observar apenas pela fraca luminosidade que aquele grande peixe emanava.
Parecia estar movimentando-se lentamente fazendo eu e meu amigo lutarmos para não sermos jogados longe pelas ondas. Eu deduzi que a criatura tem uns cem metros de comprimento e uns dez ou doze de altura. Talvez por isso me passou a impressão de ser uma grande serpente ou enguia. De onde eu estava contei cerca de seis grandes espinhos que lhe saiam pelo dorso.
Mesmo com a água turva pode ver claramente diante de nós uma grande fenda abssal. A criatura estava entrando nela em direção as correntes mais profundas. Só então pode ver como era sua descomunal cabeça. Três grandes chifres lhe saiam da testa, o que lhe dava a aparência de um grande dragão chinês. Seus olhos são grandes e rubros

(…)

24 de Julho

Meu Deus! Ainda não sei como consegui sobreviver! Nem ao menos consegui terminar minha descrição do Grande Leviatã e o prórprio voltou-se em minha direção! Apenas com o impacto de sua presença fui arremessado longe. Tive sorte de conseguir parar e não bater em nenhuma rocha. Agora parece que não estou mais perto dele.
Estou com muito medo! Quero ver novamente meu filho e minha amada esposa! A grande serpente me encarou e isso quase me matou! Ele disse que era o Leviatã. Nem consigo descrever o terror que senti ao ouvir aquela voz ecoando em minha cabeça! Ele me disse tudo sobre ele! O prórprio demônio se descreveu pra mim, disse que eu devia registrar tudo e contar aos resto da humanidade para que nunca se esqueçam de quem é rei dos mares, o senhor da morte. Ele me disse o que é capaz de fazer e me mostrou muitas lembranças horríveis de um mundo imerso em guerra! Apenas a lembrança do que aconteceu está para me enlouquecer! Nem sei se é permitido a um humano experimentar tal presença e sobreviver! Quero chegar o mais rápido possível na costa da Terra do Fogo, pois está insuportavelmente frio!
Sinto aquele terror crescente novamente! Vou submergir o mais rápido possível e esperar por um tempo.
Talvez de agora em diante, eu deva procurar Behemoth ou Ziz. Muito do que o Leviatã me falou tem haver com eles.

Eu já devia ter chego a superfície. Depois desse tempo meu ar não demora muito a acabar. Hoje mesmo começei a escrever o livro Os Senhores de Tudo: O Rei do Mares. Ainda não consigo vislumbrar os raios de sol. Será obra do Leviatã? Ele me disse que tamparia o sol e reinaria na terra novamente.

Já consigo ver os raios de sol. A água fica cada vez mais clara e quente.

Parece que não estou perto da costa americana. Provavelmente estou entre a África e a América do Sul. Isso já me deixa bem mais tranqüilo. Posso respirar mais livremente. Minha reserva de comida também está acabando. Vou seguir agora sempre em direção ao norte. Rezo para que Deus me leve pelos caminhos certos… Que patético para um cientistas escrever tal coisa!

25 de Julho

Quando acordei o cenário ao meu redor tinha mudado completamente. Continuo no vendo o mar sem fim, porém estou em águas bem mais quentes do que ontem. Como isso é possível se não conseguiria atingir velocidade tão grande?
Sinto muito dor no peito. A mudança abrupta de clima me causou uma leve gripe. Espero encontrar alguma ilha ou chegar a algum país logo.

26 de Julho

Vejo uma escuridão crescente vindo do fundo do mar. Deve ser ele! Estou começando a perder as estribeiras! Não quero mais ver aquele demônio novamente. Alias, hoje quando acordei estava de novo num local mais frio que ontem! O que será que ele quer de mim? Antes que aconteça algo vou conserver sempre este diário dentro de uma embalagem plástica para que não se desfaça com a ação da água ou do tempo.